quinta-feira, 30 de setembro de 2010

(Memória dos cinquenta anos de uma série que dispensa palavras.)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A sabedoria da Idade (Leonard Cohen)




(Do Tempo em que imaginávamos as aventuras no assombro da juventude, no fim da rua, sonhando com as flores e frutos vindos da imaginação de querer conquistar o mundo. Leonard Cohen, nos seus setenta e seis anos de poesia e encanto).

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Semana dos Livros Proibidos

A ALA, Associação de Bibliotecas Norteamericanas, dinamiza durante estes dias, de vinte e cinco de Setembro a dois de Outubro, a Semana dos Livros Censurados. Iniciativa anual nos Estados Unidos, onde se pretende contrariar a censura de ideias e incentivar a leitura.

O que podem ter em comum livros tão diversos, como O Espírito das Leis de Montesquieu, As Aventuras de Huckleberry Finn e Harry Potter e a Pedra Filosofal? Foram livros censurados. A censura, praticada durante séculos pelos detentores do poder político e religioso é ainda em alguns contextos praticados por comunidades que se organizam em princípios muito rígidos da visão que têm do mundo.

O Livro é o objecto, a ferramenta que de um modo livro permite a formação de uma opinião, possibilita a capacidade de reflexão e oferece aos seus utlizadores a concretização de uma acção, de uma vontade.

Com esta iniciativa A ALA pretende premiar todos os que ofereceram o seu esforço e criatividade para fazer nascer em diferentes audências os manuscritos que lutaram pelas ideias que deram à humanidade a sua própria dignidade, onde a igualdade e a esperança permitem construir novos horizontes.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um Apelo


«Era preciso agradecer às flores / Terem guardado em si / Límpida e puramente / Aquela promessa antiga / De uma manhã futura» (1)

Nem sempre, os passos que nos são dados a concretizar têm a segurança daquilo que no coração é a essência do que somos e que pela mão da infância julgávamos plenos. Existem amanheceres difíceis, para os quais é preciso concretizar muita vontade e determinação. É este um desses casos, que aqui deixamos em forma de apelo, para que todos os que tenham disponibilidade possam criar essa corrente de esperança.

A Joana, ex-aluna da Escola Secundária Ginestal Machado necessita de um transplante de Medula Óssea. A CEDACE, que faz a recolha de sangue virá à Escola Prática de Cavalaria de Santarém, dia dez de Outubro, para realizar a respectiva recolha. A mesma será feita entre as dez e dezasseis horas.

É uma oportunidade para ajudar a Joana e todos os que no futuro precisem deste recurso. Aqui fica o convite para uma acção solidária, que deve ser respondida positivamente.


(Sophia, No Tempo Dividido, pág. 39)

domingo, 19 de setembro de 2010

No pó dos caminhos

«O  Nómada inquieta o poder, tornando-se  incontrolável como um electrão livre e impossível de perseguir, logo de fixar, de convocar.» (1)

As expulsões de comunidades ciganas de França, que assistimos ao longo da semana colocam questões que pareciam ultrapassadas há muito. Questões que uma sociedade humana tecnologicamente evoluída e socialmente moderna defenderia desde os seus fundamentos. Afinal há no homem qualquer testemunho que parece estar sempre incompleto, o que nos deixa esta angústia que a História é sempre insuficiente nas suas concretizações. 

A expulsão das comunidades ciganas é um tema que nos remete para os direitos do Homem, para as ideias de livre circulação da União Europeia e para os valores de uma Europa, cujas ideologias nacionais organizam sociedades onde a liberdade do indivíduo, a possibilidade de o ser parece cada vez mais ilusória e formal.

Este episódio não nos remete para episódios passados onde assistimos à deslocação forçada de comunidades. É preciso saber compreender a História. Mas os mesmos episódios aconteceriam a comunidades onde existisse um Estado que os suportasse legalmente e não fossem comunidades nómadas, mais vocacionadas para o pó da estrada, do que para o sentido gregário? 

Mesmo no século XXI não se compreende o errante, o  caminhante, o que não se integra no corpo social da cidade, do templo, da fábrica, do estado nacional. Ainda permanecem muitas conquistas por realizar neste velho mundo, onde o natural e o humano estão longe do essencial.

(1) Michel Onfray, Teoria da Viagem

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Entre as Palavras

A partir de hoje e até sábado, Beja é o palco de uma iniciativa que já conta com dez edições da promoção da palavra nos seus diferentes planos. A palavra na sua componente de leitura, de passaporte para a viagem ao imaginário de cada um, mas também como ferramenta de conhecimento do mundo.

A palavra contada, reescrita pela voz de cada um, pela sua memória e significados é uma das formas de melhorar a comunicação e pensar a capacidade de cada um em revelar a sua singularidade e o seu contributo para a construção de qualquer meio social.

Por cá ainda vivemos muito, dessa ideia de dependência, de que a tecnologia por si só é suficiente para fazer descer o conhecimento aos nossos espíritos e de que a aprendizagem pode ser oferecida sem grandes preocupações de esforço.

Um dia compreender-se-á por cá, como já se compreende em locais tão «inesperados» como a Inglaterra ou os Estados Unidos que é na palavra e por ela que se compreende e se ajuda a transformar o mundo. As Palavras Andarilhas são um desses momentos que ajudam a perpetuar a sua beleza, ou a dar a todos o que Eugénio chamava «o sal da língua». (1)

Aos interessados na programação desta iniciativa, basta aceder aqui.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Recomeço

Como muitos saberão no ainda chamado Agrupamento de Escolas Mem Ramires foi integrada a Escola Secundária Ginestal Machado, tendo o mesmo neste momento três Bibliotecas Escolares. A nossa ideia era efectivamente de encerrar este blogue. Encerramento fundamentado pelas transformações que ocorreram, pelas mudanças dos que trabalhavam nas Bibliotecas do agrupamento e porque sentíamos que mudando a realidade havia que começar algo novo.

A Comissão Executiva Instaladora decidiu que este não deve ser um ano de mudança, mas de adaptação e que não devem ser feitas mudanças significativas no modo de funcionamento das escolas agora integradas num grande agrupamento superior a dois mil alunos.

E nesse sentido nós por decisão da coordenação das Bibliotecas do Agrupamento iremos manter o Blogue e dar-lhe um sentido de comunicação que sempre teve, mas com a preocupação de chegar a outros leitores deste espaço. 

A breve prazo renovaremos a imagem e as opções de consulta. Esperemos que as novas alterações do quadro educativo do agrupamento possa aqui ter um meio de participação e comunicação das diferentes actividades e projectos.


Imagem, in Calvin&Hobbes

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Poema Final


O vento sopra contra
As janelas fechadas

Na planície imensa
Na planície absorta
Na planície que está morta,

E os cabelos do ar ondulam loucos
Tão compridos que dão a volta ao mundo.

Sento-me ao lado das coisas
E bordo toda a noite a minha vida

Aqueles dias tecidos
Que tinham um ar de fantasia
Quando vieram brincar dentro de mim.

E o vento contra as janelas
Faz-me pensar que eu talvez seja um pássaro.



Sophia, «O Vento», in Coral

(No encerramento do blogue, a poesia de Sophia, que nos inspira sempre a territórios novos, onde nos podemos reinventar. Mais uma vez, felicidades a todos.)