segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Leituras na BE

«Sophia continuou sempre a escrever histórias para crianças, mas também poemas e contos para adultos. Para ela, o mais importante era que as pessoas - tanto as crianças como as mais crescidas - soubessem ser justas e distinguissem o bem e o mal. Por isso, em tudo o que fazia procurava sempre combater a injustiça e a maldade de que alguns seres humanos infelizmente são capazes. (...)

Sophia sempre soube que o professor Cláudio tinha razão. Por isso nos deixou histórias tão encantadoras e belos poemas que guardamos na memória. Mas o seu reino não era apenas o da fantasia. Era uma mulher interessada pelo mundo que a rodeava e gostava muito de viajar. De todos os países, o que mais lhe agradava era a Grécia, porque admirava a cultura grega e a paisagem do mar Mediterrâneo, com as suas ilhas cheias de história.

Até ao fim da sua vida, Sophia continuou sempre a escrever, rodeada pela sua grande família, com netos que adoravam aquela avó um pouco distraída e cheia de histórias para lhes contar. Recebeu muitos prémios, condecorações e homenagens pelas obras que escreveu, mas ela não ligava a essas coisas. O que lhe dava mais prazer era a alegria que brilhava nos olhos das crianças quando abriam os seus livros e se encantavam com a magia das suas palavras.

Sophia morreu no dia 2 de Julho de 2004, aos oitenta e quatro anos, mas continua viva para todos os que lêem as suas histórias e os seus poemas. E sempre foi fiel à frase do seu bisavô dinamarquês:[ " A minha casa é o caminho do mar"]».

A Minha Primeira Sophia
Fernando Pinto do Amaral, Fernanda Fragateiro (ilustrações)