domingo, 19 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Leituras na Biblioteca

"Era uma vez uma vez uma casa pintada de amarelo com um jardim em volta. No jardim havia tílias, bétulas, um cedro muito antigo, uma cerejeira e dois plátanos. Era debaixo do cedro que Joana brincava. Com musgo e ervas e paus fazia muitas casas pequenas encostadas ao grande tronco escuro. Depois imaginava os anõezinhos que, se existissem, poderiam morar naquelas casas. E fazia uma casa maior e mais complicada para o rei dos anões."


E Joana tinha muita pena de não saber brincar com os outros meninos. Só sabia estar sozinha. Mas um dia encontrou um amigo. Foi numa manhã de Outubro. (...)A luz da manhã rodeava o jardim: tudo estava cheio de paz e de frescura. Às vezes do alto de uma tília caía uma folha amarela que dava voltas no ar. (...) e daí em diante todas as manhãs o rapazinho passava pela rua. Joana esperava-o empoleirada em cima do muro..."

Sophia, A Noite de Natal
Desenhos - 2º D

Carlos Pinto Coelho (in Memorian)

Entre os livros e as actividades de fim de período tem faltado tempo para aqui deixar algumas ideias que os dias têm deixado num clima que não é de grande entusiasmo. O fim do dia foi marcado pelo fim físico de um homem que teve nos media alguma importância. Aquela que o País lhe soube reconhecer e apesar de sermos culturalmente pouco sólidos ele desempenhou um papel que deve ser reconhecido.

Nas alturas de circunstância costuma-se fazer as notas biográficas. Deixemos isso para outros. Era jornalista. Revelava um imenso humanismo nas suas declarações sobre os outros, os livros, as ideias, a arte, a cultura... Teve um programa que deu aos portugueses o contacto com esse mundo que parece cada vez mais raro e distante. Falava dos criadores com paixão, com fascínio pela palavra, pelo traço, pela cor redescoberta.

A sua importância, relativa ao período do Acontece faz-nos reflectir como a evolução do País é uma tragédia, é uma incapacidade de projectar ideias, de criar soluções. Sem cultura não existe massa crítica, não existe qualquer fermento para enquadrar uma organização social que é cada vez mais um apêndice de um poder político que se vê a si próprio como o grande inspirador do pensamento dos outros. A distância que nos separa de um País, é muito esta. A desvinculação às ideias. No dia em que nos despedimos de Carlos Pinto Coelho valia a pena pensar um pouco nisso. É por aqui que se tem construído uma aparência do real com figuras janotas, mas pouco consistentes.

domingo, 12 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

No dia da Declaração dos Direitos do Homem


O Ódio Corrói a Consciência e a Sabedoria das pessoas

"Eu não tenho inimigos, nem odeio ninguém. Nem os polícias que me vigiaram, prenderam e me interrogaram, nem os advogados que me processaram, nem os juízes que me condenaram, são meus inimigos. Embora eu não possa aceitar a vigilância, prisão, processos ou condenação, respeito as suas profissões e as suas personalidades. O ódio corrói a consciência e sabedoria das pessoas; a mentalidade de hostilidade pode envenenar o espírito de uma nação, incitar a uma vida violenta e a conflitos de morte, destrói a tolerância e humanidade de uma sociedade, e bloqueia o progresso de uma nação na senda da liberdade e democracia.

Contudo, eu tenho esperança de conseguir transcender as minhas vicissitudes pessoais na compreensão do desenvolvimento do estado e de mudanças na sociedade, e de denunciar a hostilidade do regime com a melhor das intenções, e de acabar com o ódio através do amor.
Eu não me sinto culpado por seguir os meus direitos constitucionais e o direito de liberdade de expressão, e por exercer em pleno a minha responsabilidade social como cidadão chinês. Mesmo que esteja acusado por causa disso, não tenho queixas.
A reforma política da China deve ser gradual, pacífica, ordenada e controlável, e deve ser interactiva, desde cima a baixo e de baixo a cima. Desta forma terá o custo mais baixo e conduzirá aos resultados mais eficazes. Eu conheço os princípios básicos das mudanças políticas, e que mudanças sociais controladas e feitas de forma ordeira são melhores que aquelas que são feitas de forma caótica e sem qualquer controle. Por isso oponho-me a sistemas de governo que sejam ditaduras ou monopólios. Isto não é incitar à subversão do poder do Estado. Oposição não é equivalente a subversão."


No dia em que passam sessenta e dois anos sobre a declaração dos Direitos Humanos, manifestação mais marcante da ausência de humanidade nos dias que vivemos seria difícil de encontrar. No silêncio vazio, ensurdecedor da cadeira de Liu Xiaobo em Oslo, vemos como aquilo que nos faz humanos está ainda muito longe do essencial em muitas latitudes.

Liv Ulman leu um discurso de quem, mesmo preso tem uma ideia sábia de contruir o desenvolvimento com valores de dignidade humana. É triste e desconsolador observarmos este desprezo pelo valor da palavra, da ideia, da atitude construtiva. É ainda mais porque por cá, pelo mundo ocidental ainda é possível encontrar vozes que acham isto natural.

Os indignados por qualquer direito a ser machucado no campo social acham que este não é um episódio grave, nem incomodativo da consciência. É de facto possível ser-se transportado no futuro e viver na arqueologia do pensamento mágico. A crise económica e moral do Ocidente tornou-se refém de uma economia de sucesso, dos créditos dos Estados onde a liberdade e a responsabilidade da cidadania, que a Declaração dos Direitos do Homem simbolizam, se manifesta uma poeira dos dias.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Há já trinta anos...

"My role in society, as any artist's or poet's role, is to try and expresse what we all feel. Not to tell the people how to feel. Not as a preacher, not as a leader, but as a reflection of us all."

Crescemos com ele e assim aprendemos a apagar as impossibilidades escritas nos manuais do conformismo. Descobrimos palavras e sons novos onde todas as cores eram possíveis apenas pela ideia de reflectir o sonho, o jogo mental de exercitar a imaginação e a inteligência. Com assombro conhecemos linguagens novas, possibilidades maiores que pareciam conquistar o mundo.

Percebemos que o mundo não era o conto justo e encantado de fadas. Mas imaginámos tardes de chuva a comer chocolates onde por campos de morangos, com a música, com a poesia, embalados na palavra se viviam avenidas de sol mais brilhante.

É este o legado de John Lennon, o de ter connosco praticado eternos "mind games" onde a imaginação permitia celebrar um campo de oportunidades onde a paz, o amor e a dignidade dos valores nos permitia conquistadores dos dias. É verdade que no caminho se perdeu tanto que a sua ausência há já trinta anos nos faz interrogar o que ele nos diria hoje. Positivamente, reflexivamente sempre o espelho do que somos em cada respiração

Imagem, in http://www.lastfm.pt


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Com um livro posso


Com um livro podemos ler, imaginar, brincar, saltar e correr. Com os livros entramos nos textos encantados e cheios de felicidade.

Com um livro podemos aprender muito. Também podemos ver imagens muito bonitas. Podemos viajar e sonhar.

Com um livro podemos ler, aprender, ouvir e fazer crescer a nossa imaginação. Os livros são em prosa ou em verso. Todos os livros são divertidos!

Gonçalo / Francisca / Ana Beatriz - 4º A